SECULT-CE ENTRA COM PROCESSO DE IMPEDIMENTO REFERENTE A DEMOLIÇÃO DA MATRIZ DE ALCÂNTARAS NO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL
Há oito dias atrás esta mesma secretaria já havia manifestado-se contra o projeto de demolição da edificação centenária, através de um relatório gerado a partir de uma visita feita em julho deste ano a pedido da Secretaria do Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente de Alcântaras, segundo os técnicos que estiveram no local era notável que o templo histórico já havia sofrido algumas modificações, e que realmente apresentava algumas peculiaridades referentes aos tremores ocorridos na região, porém que não justificava o processo de demolição uma vez que uma reforma corretiva solucionaria o problema, ainda segundo a SECULT o templo apresentava nítidos pontos originais, o que descartaria a hipótese de que a igreja não representaria um bem histórico e cultural.
Outras autoridades também expresseram seus pontos de vista mostrando-se a favor da preservação do Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, como foi o caso doInstituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN que manifestou-se através de uma notificação enviada a Diocese de Sobral, repududiando a idéia de demolir o templo centenário, depois de o Superitendente estadual deste mesmo orgão ter pronunciado-se durante um jornal local, sobre o fato de que técnicos do IPHAN nunca estiveram em Alcântaras e muito menos coondenaram a estrutura da edificação, Clodoveu Arruda ainda ressaltou que uma reforma seria a melhor solução.
O ex-gonvernador do estado do Ceará : Lucio Alcantara , também chegou a opinar sobre o assunto lançando em seu blog a seguinte frase: Será que a igreja não poderia mesmo ter sido preservada? Espanta-me certo furor reformista com que alguns padres não param de mexer nos templos demolindo memórias e afetos.
Em meio a reviravolta que veêm ocorrendo em Alcântaras fica a pergunta: Como ficará a igreja? Será reconstruído um novo templo, ou a Igreja centenária será recuperada voltando a adquirir novamente suas características até então conhecida pela comunidade local?
Fonte: Portal Jovem

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ: UM GENOCÍDIO ESQUECIDO PELOS LIVROS DE HISTÓRIA!
"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão têm direito inalienável à Verdade, Memória, História e Justiça!"
Otoniel Ajala Dourado
No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo em piores proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato JOSÉ LOURENÇO, seguidor do padre Cícero Romão Batista.
A ação criminosa deu-se inicialmente através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como se ao mesmo tempo, fossem juízes e algozes.
Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e por isso a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que sejam obrigados a informar a localização exata da COVA COLETIVA onde esconderam os corpos dos camponeses católicos assassinados na ação militar de 1937.
Vale lembrar que a Universidade Regional do Cariri – URCA, poderia utilizar sua tecnologia avançada e pessoal qualificado, para, através da Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa – PRPGP, do Grupo de Pesquisa Chapada do Araripe – GPCA e do Laboratório de Pesquisa Paleontológica – LPPU encontrar a cova coletiva, uma vez que pelas informações populares, ela estaria situada em algum lugar da MATA DOS CAVALOS, em cima da Serra do Araripe.
Frisa-se também que a Universidade Federal do Ceará – UFC, no início de 2009 enviou pessoal para auxiliar nas buscas dos restos dos corpos dos guerrilheiros mortos no ARAGUAIA, esquecendo-se de procurar na CHAPADA DO ARRARIPE, interior do Ceará, uma COVA COM 1000 camponeses.
Então qual seria a razão para que as autoridades não procurem a COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO? Seria descaso ou discriminação por serem “meros nordestinos católicos”?
Diante disto aproveitamos a oportunidade para pedir o apoio de todos os cidadãos de bem nessa luta, no sentido de divulgar o CRIME PERMANENTE praticado contra os habitantes do SÍTIO CALDEIRÃO, bem como, o direito das vítimas serem encontradas e enterradas com dignidade, para que não fiquem para sempre esquecidas em alguma cova coletiva na CHAPADA DO ARARIPE.
Para que as vítimas ou descendentes do massacre sejam beneficiadas pela ação, elas devem entrar em contato com a SOS DIREITOS HUMANOS para fornecerem por escrito e em vídeo seus depoimentos sobre o período em que participaram da comunidade do Caldeirão, sobre como escaparam da ação militar, e outros dados e informações relevantes sobre o evento.
Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – (85) 8613.1197 – (85) 8719.8794
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
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